sábado, 26 de dezembro de 2009

Letras Gregas servem para alguma coisa?

A QUEBRA DO HEDGE FUND LONG TERM CAPITAL MANAGEMENT

O fundo de hedge[1] Long Term Capital Management que recebeu em 1998 US$ 3.6 bilhões de quinze instituições financeiras, tinha entre seus administradores grandes profissionais do mercado financeiro e acadêmicos como o ganhador do Prêmio Nobel da economia Myron Scholes, um dos criadores do modelo Black & Scholes, muito utilizado na precificação de opções.

O Long Term Capital Management chegou a apresentar níveis de alavancagem de até 250 vezes seu Patrimônio Líquido. Foi o responsável por 30% da volatilidade do principal índice francês de ações (CAC40) durante o primeiro semestre de 1998. Devido a sua alta alavancagem, após sua quebra, o fundo necessitou de um socorro de US$ 3.6 bilhões, e custou o emprego de importantes executivos no mercado financeiro norte-americano e europeu, além de perdas volumosas para várias instituições, como o Union Bank of Switzerland, que apresentou um prejuízo de US$ 700 milhões relacionado ao Long Term Capital Mangement.
[1] Ao contrário do nome, estes fundos de investimento são de administração ativa, geralmente operado com agressividade e em busca de prêmio de risco elevado com a aplicação em mercados emergentes como o do Brasil.

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